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Saúde mental e bolso cheio — A dualidade do início de ano

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Saúde mental e bolso cheio — A dualidade do início de ano

Foto: Freepik

 

Guilherme Costa

O início de ano é marcado por uma enxurrada de boletos e impostos como IPTU e IPVA, o que frequentemente gera ansiedade e desorganização nas famílias brasileiras. Em entrevista ao Jornal da Manhã desta segunda-feira (19), a educadora financeira e psicanalista Rosi Fernandes destacou que o equilíbrio financeiro está intrinsecamente ligado à saúde mental, pois o “bolso vazio dói na mente”. Questionada sobre a melhor estratégia para lidar com as despesas sazonais, Rose ressalta que a decisão deve ser baseada na realidade do caixa individual e não apenas no desconto oferecido.

Pagamento à Vista: Vale a pena se o desconto (geralmente entre 3% e 6%) for real e o valor não comprometer o orçamento básico, como a compra de alimentos.
Parcelamento: É indicado para manter a “paz mental” quando o pagamento total pode causar um desequilíbrio emocional ou financeiro imediato. “A desorganização, a culpa e a preocupação não pagam as contas, mas a organização traz um pouquinho de paz para o nosso coração.” Para Rosi, o método de anotação (planilha, aplicativo ou papel) é secundário à atitude de analisar os números. Ela alerta para as “pegadinhas” modernas, como o débito automático e assinaturas esquecidas, que podem drenar o orçamento sem que o consumidor perceba. A recomendação é olhar para a economia anualmente e não apenas mensal, para visualizar o impacto real de pequenos cortes.

A especialista sugere algumas diretrizes práticas para quem deseja retomar o controle:

Dê nome ao seu dinheiro: Guardar por guardar facilita o gasto impulsivo. Defina objetivos claros, como uma viagem ou reserva de emergência.
Não espere sobrar: Trate a reserva financeira como uma despesa fixa mensal.
Defina prioridades: Não corte aquilo essencial para o seu bem-estar (como livros ou um streaming específico), mas estabeleça limites percentuais de gastos por categoria.

A educação financeira vai além da matemática; trata-se de um hábito interno e comportamental. Rosi Fernandes encerra reforçando a importância de encarar os números sem medo: “O medo cresce no escuro. Encarar a realidade é o único caminho para ter paz”.

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