
Guilherme Costa
No quadro “Ponto de Vista” desta sexta-feira, (23), a cantora e professora Larissa Cibelle compartilhou sua jornada musical, desde os primeiros passos na igreja e no Projeto Guri até a consolidação de seu próprio estúdio em Guaratinguetá. Com passagens por instituições renomadas como a Fego Camargo e a EMESP Tom Jobim, Larissa consolidou uma carreira que une o rigor técnico do canto lírico à versatilidade do pop e da música brasileira. Durante a entrevista, Larissa enfatizou que o trabalho desenvolvido no Estúdio da Voz Larissa Cibelle vai além da técnica vocal, funcionando como uma ferramenta de autoconhecimento e até terapia para alunos de todas as idades — desde crianças de 11 anos até veteranos da cena local, como a professora Marisa Papa. Sobre a formação: “Minha primeira escola mesmo foi o Projeto Guri. Sou filha de Projeto Guri e defendo o projeto social.” Sobre a técnica e a presença: “A técnica vocal é 50% da coisa. Os outros 50% são sua presença de palco, saber lidar com banda, figurino e ter carisma.”
Sobre o papel de mentora: “Não sei se gosto muito de usar a palavra professora eu me enxergo como uma mentora, porque lido com coisas a mais, como instruir a pessoa a como se vestir e conversar sobre o mercado.” Sobre a vulnerabilidade na arte: “A arte como método te deixa muito vulnerável, te deixa exposto, mas é bom enfrentar essa vulnerabilidade para ver onde você ainda precisa melhorar.” Larissa Cibelle reafirma o canto como um “lugar de voz” e expressão da personalidade. Para 2026, seu estúdio entra em fase de expansão, mantendo o foco em apresentações temáticas que desafiam os alunos a explorarem novos gêneros, consolidando-se como um polo de fomento cultural e bem-estar em Guaratinguetá.
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