
Guilherme Costa
A tradicional escola de samba Bonecos Cobiçados encerrou uma série de entrevistas especiais conduzidas pela Rádio Frei Galvão sobre o impacto social das agremiações de Guaratinguetá. Durante a conversa, Luiz Henrique, representante da comissão de carnaval, destacou que a escola vai muito além do desfile na avenida, mantendo projetos que oferecem educação, cultura e disciplina para crianças e jovens da região do Campinho e bairros vizinhos. Atualmente, a escola desenvolve quatro frentes principais, todas gratuitas e mantidas por voluntários:
Cobiçadinha do Amanhã: Oficina de instrumentos de bateria para jovens de 7 a 17 anos, focada em ritmo, trabalho em equipe e frequência escolar.
As Divinhas: Projeto para meninas de 5 a 13 anos, coordenado pela embaixatriz Patrícia Fonseca, que trabalha comportamento, higiene e expressão artística.
Oficina de Composição Musical: Ministrada pelo músico Celso Silva, ensina a criação de letras e a confecção de instrumentos com materiais recicláveis para alunos a partir de 12 anos.
Capoeira: Aulas ministradas pelo Mestre Chico Coco, abertas à comunidade.
“Educar as crianças para não punir os adultos. É um trabalho que a Bonecos Cobiçados vem realizando ao longo do tempo. O pouco de cada um faz uma diferença enorme.” Os projetos da Bonecos Cobiçados reafirmam que o Carnaval é uma ferramenta de inclusão social e proteção para a juventude. Embora as oficinas tenham sofrido uma breve pausa para a finalização dos preparativos do desfile de 2026 por questões de segurança no barracão, a escola permanece de portas abertas para novas parcerias e doações que ajudem a manter vivo esse legado comunitário.
Reveja a entrevista: