
Guilherme Costa
A trajetória de Isabelle Bastos no Carnaval de Guaratinguetá foi pauta do quadro Ponto de Vista desta quarta-feira (28). Isa, como é carinhosamente conhecida, é a prova de que a paixão pela folia pode ser uma herança genética. Filha de uma ex-rainha da Tamandaré, Isa começou a desfilar aos cinco anos e, embora tenha tentado o título de Mini Rainha diversas vezes sem sucesso, encontrou seu lugar definitivo na Embaixada do Morro. Hoje, consolidada como uma das figuras mais carismáticas da avenida, ela se prepara para completar 12 anos como rainha de bateria da agremiação. Para a rainha, o Carnaval vai muito além dos dias de desfile; é um processo educativo e social que envolve a comunidade o ano todo. Sobre sua função e a essência da escola, Isa destaca: “Representar a Embaixada é a maior honra. É uma trajetória construída com muito cuidado, amor e responsabilidade. Quanto maior for a escola, maior o peso”.
Sobre a ausência do concurso de Mini Rainha em 2026, ela lamentou a decisão, defendendo o papel formativo da escola de samba: “O samba ensina disciplina, respeito ao pavilhão, aos mais velhos e à comunidade. Acho que podar isso [o concurso] da forma como foi, é um passo para trás”. O enredo de 2026, focado em Xangô, promete ser um dos mais emocionantes da história recente da escola. Além do tema sobre justiça e força, o desfile terá um tom de homenagem pessoal para a comunidade. “Falar de Xangô traz temas sobre justiça e rochas, mas também é um ano especial porque perdemos a Ju, uma pessoa muito importante que sempre sonhou com esse enredo. Realizar esse sonho dela é muito importante para nós”. A Embaixada do Morro segue agora em ritmo intenso de ensaios, buscando o tetracampeonato e reforçando seu intercâmbio cultural com o Carnaval de São Paulo, onde Isa também desfila pela Pérola Negra.
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