
Guilherme Costa
O movimento do Terço dos Homens, que ganha visibilidade nacional com as multidões que ocupam o Santuário Nacional de Aparecida, mantém uma base sólida e ativa durante todo o ano na Arquidiocese local. Com grupos espalhados por cidades como Guaratinguetá, Potim e Lagoinha, o movimento organiza reuniões mensais e encontros arquidiocesanos para fortalecer a espiritualidade masculina e a união comunitária. Em 2026, o grupo da Paróquia de São Roque, em Aparecida, celebra nove anos de fundação, destacando-se como um espaço de acolhimento e transformação social. Benedito, coordenador do grupo há quase uma década, destaca que o movimento vai além da oração individual, atingindo o cerne das relações familiares e sociais: “O Terço dos Homens muda a família. Temos exemplos de pessoas que mudam a conduta e a postura depois que começam a participar”.
Sobre a recepção de novos membros, ele enfatiza: “Uma das forças do Terço dos Homens é a acolhida. O homem que antes ficava na porta da igreja, hoje senta nos primeiros bancos e se sente valorizado”. Sobre a conexão nacional, ele relata a expectativa para a grande Romaria: “Recebi mensagem de um amigo do Rio Grande do Norte, eles vêm com uma comitiva de 15 pessoas. É a maior romaria que o Santuário recebe, chegando a 90 mil visitantes”. Mais do que um evento anual de grandes proporções, o Terço dos Homens consolida-se como uma rede de apoio que resgata amizades antigas e oferece suporte emocional e espiritual para os desafios do cotidiano. Ao unir gerações e diferentes realidades sociais em torno da oração, o movimento reafirma seu papel na evangelização e na reconstrução de laços familiares no seio da Igreja.
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