
Guilherme Costa
A escoliose, frequentemente confundida com uma simples má postura, foi recentemente caracterizada como uma torção tridimensional do tronco, assemelhando-se ao movimento de torcer uma toalha. A condição é multifatorial, podendo ter origens genéticas, de má formação ou surgir sem causa definida durante o estirão de crescimento (idiopática). Embora muitos acreditem que a natação seja a solução para o desvio, especialistas alertam que a prática pode, na verdade, agravar o quadro devido aos seus movimentos rotacionais. Segundo a fisioterapeuta Vânia Corrêa, que atua há mais de 15 anos na área, o diagnóstico precoce é fundamental: “Se a criança já aparece com a escoliose nessa idade [cinco anos], é pior ainda, porque você sabe que ela vai crescer e aquilo vai torcendo junto”.
Sobre o mito da natação, a especialista é enfática: “Natação não é tratamento para escoliose. Se a criança já tem uma escoliose e você a coloca para fazer natação, seis meses depois ela volta com uma curva dobrada. Os exercícios são rotacionais e ela já tem uma torção”. Para identificar o problema precocemente, pais devem observar desalinhamentos nos ombros, quadris e escápulas, ou realizar o “teste de Adams”, solicitando para a criança inclinar o tronco para frente. O tratamento deve focar na causa e não apenas na dor, evitando também exercícios com carga axial (como agachamentos com peso) que podem comprimir ainda mais a coluna. Em Lorena, a fisioterapeuta atende na Avenida 7 de Setembro, 127.
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