
Guilherme Costa
O setor de energia solar no Brasil tem passado por transformações profundas desde os primeiros projetos experimentais realizados em universidades há mais de uma década. Durante entrevista ao quadro “Ponto de Vista” na última segunda-feira (9), convidados discutiram a evolução do mercado, as mudanças regulatórias ocorridas desde 2016 e o impacto das novas leis na economia dos consumidores. Pedro Teixeira, fundador da Solar do Vale, relembrou o início de sua trajetória com a tecnologia: “Foi meu primeiro contato em 2012, eu não me esqueço disso. E eu achei fantástico tudo aquilo ali”. Ele destacou que, apesar das mudanças na legislação, a viabilidade do sistema permanece alta: “Toda essa implementação de 2016, vira lei em 2022. E, a partir daí, então, há, sim, algumas fórmulas para poder se fazer o cálculo, mas isso não impacta em praticamente nada no valor final”.
Wilson Silvaston, também presente no debate, levantou preocupações sobre possíveis novas taxações, ao que Pedro esclareceu: “Houve uma apresentação de um deputado que assustou a gente como integrador, mas essa emenda acabou não sendo apresentada e o assunto pereceu. Tudo continua normal”. A consolidação da energia fotovoltaica no Brasil mostra que, mesmo diante de debates sobretaxas de distribuição (TUSD) e mudanças na Geração Distribuída (GD2), o sistema segue como uma alternativa segura e econômica. A mobilização do setor tem sido fundamental para garantir a estabilidade das regras e evitar desinformações que freiem o crescimento da energia limpa no país.
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