
Guilherme Costa
O veículo que “morreria” com a TV hoje atinge 79% da população, provando sua força como o maior companheiro do brasileiro. No Dia Mundial do Rádio (13 de fevereiro), a historiadora Professora Soninha relembrou a trajetória do meio no Brasil. Desde a estreia em 7 de setembro de 1922, com o discurso de Epitácio Pessoa, o rádio superou limitações técnicas — como os aparelhos de baquelite que esquentavam as válvulas — para se tornar um gigante da comunicação que hoje se integra à internet e aos aplicativos. Sobre o auditório: “Tinha o pessoal da Marlene, o pessoal da Emilinha Borba e eles se digladiavam, dava briga de tapa devido às duas”.
“O Brasil parava diante do rádio [para as novelas]. As famílias ouviam o rádio, não tinha televisão”. Sobre a identidade local: “A rádio ainda faz esse papel de aproximar a população local. Quando ela fala especificamente do buraco da sua rua, eu acho que ainda é muito próxima”. A história do rádio é uma lição de adaptação. Se no passado ele era o “menino de recados” que avisava sobre o café na roça, hoje ele mantém sua essência democrática e acessível, provando que a voz humana ainda é o elo mais forte da comunicação.
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