Por Guilherme Costa

O quadro Ponto de Vista recebeu o ator e diretor Fábio Ferreira e a atriz Jéssica Stephanie para um debate sobre os caminhos da arte dramática no Brasil e o impacto social do teatro. Com décadas de experiência, os artistas compartilharam os desafios de viver da cultura e a importância de projetos de formação para as novas gerações. Fábio Ferreira iniciou sua jornada ainda criança na Rádio Aparecida, protagonizando em 1987 o filme O Milagre das Águas. Ao longo dos anos, consolidou-se como arte-educador, idealizando projetos como o grupo “Mensageiros da Paz” no Santuário Nacional e o “Arte Camarim”. Hoje, ele destaca que, embora o cenário municipal ainda veja a cultura como “primo pobre da educação”, leis de incentivo como a Paulo Gustavo, Aldir Blanc e a Lei Rouanet têm sido fundamentais para o fomento do setor.
Para Jéssica Stephanie, que concilia a atuação com a arquitetura, o teatro foi a ferramenta que venceu sua timidez extrema. Ela ressalta que a atuação é um “modo de vida” que permite ao artista emprestar corpo e voz para viver múltiplas existências no palco. Atualmente, a dupla encena a história de Aparecida no Parque Três Pescadores, onde Jéssica interpreta Silvana da Rocha, figura central no encontro da imagem em 1717. A conversa evidenciou que a atuação vai além do entretenimento, servindo como base essencial para a comunicação e socialização em qualquer carreira. Para quem deseja seguir o caminho das artes, Fábio recomenda a busca por projetos sociais, oficinas municipais e escolas técnicas regionais, como a Fêgo Camargo, reforçando que o preparo técnico é o diferencial para o sucesso no mercado atual.
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