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A Ascensão da Inteligência Artificial: Entre a Otimização e o Toque Humano

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A Ascensão da Inteligência Artificial: Entre a Otimização e o Toque Humano

 

Guilherme Costa

Em entrevista ao quadro Ponto de Vista desta sexta-feira (9), Pablo Paes, diretor de arte da agência Sete Light, desmistificou a percepção de que a Inteligência Artificial (IA) é uma tecnologia recente. Ele explicou que a IA já está presente em nosso dia a dia há anos, em ferramentas como GPS e assistentes virtuais como Siri e Alexa, embora estas sejam classificadas como “inteligências fracas” por não serem tão retroalimentáveis. Atualmente, o mercado vive um “boom” impulsionado por modelos mais avançados que aprendem com a observação e grandes bancos de dados. Para Pablo, a IA deve ser vista como uma aliada estratégica e não como uma ameaça aos profissionais. Ele ressalta que, embora a ferramenta otimize o tempo de forma drástica, o “sentimento” e a empatia humana continuam sendo insubstituíveis.

“A inteligência artificial é linda, é incrível. Mas a base do estudo você tem que ter. Ela é uma ferramenta de auxílio. Ela nunca vai substituir você, ela vai te auxiliar.” O especialista destacou ainda o avanço das IAs generativas de imagem, como o Nano Banana do Google, que permite criar ambientes realistas preservando detalhes minuciosos de produtos ou até envelhecendo pessoas com precisão para campanhas publicitárias. Apesar do entusiasmo, o debate revisitou preocupações éticas e ambientais. Entre os pontos críticos destacados estão:

Fake News: A facilidade em clonar vozes e gestos de figuras públicas exige maior vigilância da massa e das plataformas digitais.
Impacto Ambiental: O alto consumo de água necessário para resfriar os mega processadores que alimentam essas tecnologias.
Limites do Atendimento: O risco de tornar as relações excessivamente robóticas, perdendo o calor humano e a personalização no atendimento ao cliente.

A Inteligência Artificial já é uma realidade irreversível no mercado de trabalho. O segredo para o sucesso, segundo Paz, reside no equilíbrio: dominar a técnica dos “prompts” (comandos) para extrair o melhor da ferramenta, sem abdicar da ética e da capacidade humana de lidar com pessoas. O estudo contínuo é o único caminho para se manter relevante em um cenário que se transforma semanalmente.

 

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