Por Guilherme Costa

O Padre Peixoto foi o convidado do Ponto de Vista desta terça-feira (17) e, na oportunidade, trouxe uma perspectiva profunda sobre o sentido da Quaresma para os dias atuais. Para o sacerdote, este período de quarenta dias que antecede a Páscoa deve ser encarado como uma oportunidade de reflexão interna e melhora qualitativa na relação com Deus e com o próximo. O Padre Peixoto enfatiza que a evolução espiritual vai muito além de simples restrições alimentares. Ele questiona a eficácia de rituais externos se não houver uma mudança real de comportamento, como o abandono da fofoca, da inveja e do egoísmo. “A grande pergunta que todos nós deveríamos fazer a nós mesmos é: em que eu vou melhorar?”, destacou o sacerdote.
Durante a conversa, o padre compartilhou ensinamentos sobre a justiça divina e a resiliência diante das adversidades:
Sobre o propósito da Quaresma: “O propósito é com você e Deus. O que você melhorou como pessoa humana?”.
Sobre a bondade e a justiça: “Não seja um padre bom para ninguém, seja um padre justo, porque o justo sempre é bom e o bom nem sempre é justo”.
Sobre a confiança em Deus: “Nem sempre temos o que desejamos, mas nunca nos falta o que precisamos. O que desejamos é nosso, o que precisamos é de Deus”. Sobre as tribulações da vida: “Deus seja louvado. Nasceu, Deus seja louvado. Morreu, Deus seja louvado. Deu certo ou deu errado, Deus seja louvado”.
A mensagem central deixada pelo Padre Peixoto é a de que a humanidade, embora sofrida e marcada por traumas, possui a capacidade de cura por meio do amor e da confiança plena no divino. Ele reforça que o essencial da fé cristã resume-se ao mandamento de Jesus: “Amai-vos uns aos outros”. Ao final, a Quaresma é apresentada não como um peso, mas como um exercício de “coragem” — agir com o coração — para enfrentar o mundo com esperança e justiça.
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