
Guilherme Costa
Em entrevista ao quadro Ponto de Vista nesta quinta-feira (12), a vereadora Alexandra Protetora, de Guaratinguetá, discutiu os desafios da causa animal e os avanços na região. Durante o debate com os jornalistas Daniel Ramos e Cleia Santos, a parlamentar enfatizou que o cuidado com os animais não é apenas uma questão de caridade, mas um pilar fundamental da gestão urbana. Alexandra destacou o pioneirismo de Guaratinguetá ao oferecer atendimento público veterinário através do CLAMA (Centro Legislativo de Assistência aos Maus-Tratos de Animais), serviço que tem servido de modelo para cidades vizinhas como Caçapava e Pindamonhangaba. Um dos pontos críticos abordados foi o retorno de casos de raiva no estado, acendendo um alerta para a necessidade de vacinação constante. “Muitos prefeitos não veem isso; eles veem a causa animal como algo que não dá voto. Mas você tem que ver a cidade na totalidade. A raiva é letal e não tem cura; se o animal te morder, é saúde pública”.
Sobre a estrutura de atendimento, a vereadora esclareceu que, embora o CLAMA ainda não possua veículo próprio para resgate, o agendamento de vacinas antirrábicas pode ser feito diretamente com o Centro de Zoonoses. Ela também reforçou a importância do controle populacional: “O que vai freando essa quantidade de animais são as castrações. Corro atrás de emendas e parcerias para realizar mutirões, pois a reprodução desenfreada gera abandono”. A discussão concluiu que a conscientização da população é vital, especialmente no combate aos maus-tratos e ao abandono em rodovias e zonas rurais, práticas que ainda apresentam índices alarmantes na região. Para Alexandra, o apoio do Poder Executivo é indispensável para que as leis de proteção saiam do papel e se tornem políticas efetivas de acolhimento e saúde.
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