
Guilherme Costa
Em participação na edição desta segunda-feira (5), do quadro ponto de vista, Haroldo Tupinambá, presidente da escola Acadêmicos do Campo do Galvão, destacou que o trabalho vai além da avenida e busca resgatar o protagonismo da agremiação. Com décadas de dedicação ao Carnaval de Guaratinguetá, Haroldo Tupinambá assumiu a presidência do Acadêmicos do Campo do Galvão em um mandato “tampão” com um objetivo claro: organizar a casa e reafirmar o papel social da escola. Formado em história, Haroldo vê o desfile como um “grande teatro de rua” e uma ferramenta de educação e cultura para a comunidade.
Para o presidente, a sede da escola não pode ser um prédio funcional apenas em fevereiro. Atualmente, o local abriga projetos de ginástica rítmica, formação de mestres-salas e porta-bandeiras, além de aulas de percussão para todas as idades. Segundo Haroldo, essas ações são fundamentais para a formação dos jovens: “O garotinho que tá tocando instrumento está longe da droga, longe da bagunça e adquirindo cultura. Essa cultura ajuda na formação e na interação com a comunidade”. Sobre os desafios financeiros, Haroldo revela que o repasse da prefeitura cobre apenas cerca de um terço dos custos de um desfile competitivo. “A gente vende o almoço para pagar a janta”, brincou o presidente, explicando que a escola sobrevive graças a eventos, ações entre amigos e o trabalho intenso de diretores e voluntários que atravessam a madrugada preparando fantasias. Apesar de não pretender buscar a reeleição após março, Haroldo foca em levar para a avenida um enredo sobre a cachaça, buscando o título que não vem desde 2018. Ele conclui reforçando que o Carnaval é um investimento para a cidade, movimentando o comércio local e o turismo, e que o fortalecimento da liga das escolas é essencial para o futuro da festa.
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