Por Guilherme Costa

O papel estratégico do Conselho Municipal de Educação de Guaratinguetá foi o tema central da entrevista com o professor Marco Aurélio Monteiro, atual presidente do órgão. Em diálogo no Jornal da Manhã, Monteiro destacou a importância de separar o “Plano de Governo” do “Plano de Estado”, garantindo que as políticas públicas educacionais tenham continuidade e qualidade técnica independentemente da gestão política. O conselho atua como um órgão consultivo, deliberativo e fiscalizador, observando desde o uso de recursos do Fundeb até o cumprimento das diretrizes do Plano Municipal de Educação. Atualmente, o grupo busca soluções para gargalos financeiros, como a falta de laudos oficiais para crianças com necessidades especiais, impedindo o recebimento de aportes federais extras para o município. A realidade do magistério também entrou em pauta, com alerta sobre o déficit de profissionais. “Só no estado de São Paulo são 15 mil professores de física que faltam”, revelou Monteiro, apontando a desvalorização da carreira como um entrave para o desenvolvimento científico da região. “O Conselho Municipal de Educação observa [os recursos], analisa e pode, efetivamente, fazer determinadas intervenções, fiscalizar e deliberar.”
“O professor é um indivíduo formado ontem, atua hoje para formar o indivíduo do amanhã. Se ele não for extremamente incentivado ao trabalho intelectual, esse indivíduo fica defasado.” Para 2026, a meta do Conselho é estreitar o laço com os cidadãos. Segundo o presidente, está em desenvolvimento um plano de ação para ampliar a presença do órgão nas mídias sociais, criando um canal direto para que pais e alunos possam sugerir pautas e relatar problemas cotidianos das escolas.
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