Por Guilherme Costa

Pela primeira vez na história, os restos mortais de São Francisco de Assis estão expostos publicamente na Basílica Papal de Assis, na Itália. A iniciativa marca o oitavo centenário de morte do “pobrezinho de Assis” e teve início após a exumação realizada no último sábado. O evento, que atrai fiéis e peregrinos de todo o mundo, oferece uma oportunidade única de reflexão sobre a mensagem atemporal de fraternidade e simplicidade do santo. A exposição é de curta duração, estendendo-se apenas até o dia 22 de março. Os Frades Conventuais, responsáveis pela Basílica, prepararam-se durante meses para acolher um fluxo estimado de 20 mil pessoas por dia. De acordo com a tradição, o corpo permaneceu escondido por mais de 700 anos para evitar a busca desenfreada por relíquias, sendo redescoberto apenas no século XIX.
Direto de Assis, o Frei Jean Souza, da Ordem dos Frades Conventuais, compartilhou a emoção deste momento histórico: “Francisco não está morto, está vivo.” Usamos a teologia do grão que, quando cai na terra, não morre, mas vive e brota uma nova vida. É essa experiência que estamos tendo: o que significa a santidade de Francisco para o mundo hoje e sua resposta ao Evangelho”. O Frei, que reside na Itália há mais de três anos para estudos em franciscanismo, destaca que a preparação envolveu entender o significado bíblico das relíquias como sinais da presença de Deus. Este período de 30 dias representa um marco não apenas para a Igreja Católica, mas para a história do franciscanismo. A exposição da urna diante do altar da Basílica Inferior permite que a humanidade se reconecte com os valores de pobreza e amor à criação deixados por São Francisco, reafirmando sua identidade viva através dos séculos.
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