
Guilherme Costa
Natural do Líbano, Madonna Haddad chegou ao Brasil em 1993, aos 19 anos, logo após se casar. Por trás da trajetória da hoje master coach e especialista em psicologia positiva, existe um passado marcado pela sobrevivência à guerra civil em seu país natal, experiência que começou quando ela tinha apenas sete anos. Ao desembarcar em Aparecida, Madonna enfrentou o desafio de não falar o idioma e a adaptação a uma cultura visual e gastronômica completamente distinta da sua. Determinada a estudar, ela transformou o choque cultural em combustível para sua evolução profissional e pessoal. Em entrevista ao quadro Ponto de Vista, Madonna destacou como os desafios da infância moldaram sua força: “Ali que comecei a perceber que eu tinha que me desafiar como criança, eu tenho que correr, tem que sobreviver, tem que fugir da guerra. Lutar para estar perto da minha família. É tudo um desafio de sentimentos.”
Sobre sua chegada ao Brasil e a barreira do idioma, ela relembra com humor e resiliência: “Eu não sabia uma palavra, não sabia nem que existia português. Eu sentava lá [na loja], só aprendia a frase o seguinte: ‘eu não falo português’. Até que veio o desafio e eu falei: ‘ah, eu tenho que aprender’.” Em relação ao seu trabalho literário atual, Madonna explica a essência de sua colaboração no livro Ultrapasse seus limites: “Ele fala sobre uma menina de sete anos superando a guerra e como ela se transformou hoje. São dois capítulos que realmente ficam curiosos [o livro] ultrapassa esses limites.” Atualmente, Madonna Haddad é vista por sua família no Líbano como uma vitoriosa, superando o medo inicial que sentiam por sua partida para um país tão distante. Além de sua atuação como mentora e psicanalista, ela se prepara para lançar sua biografia completa em formato físico, prevista para junho de 2026, detalhando toda a sua jornada desde a infância em Beirute até a consolidação de sua carreira no Brasil. Sua história permanece como um testemunho de que é possível ressignificar traumas e ultrapassar limites geográficos e emocionais.
Reveja a entrevista: