
Guilherme Costa
No último episódio da série “Seu Bolso Tem Valor”, a advogada especialista em direito do consumidor, Renata Abalém, trouxe orientações cruciais sobre o encerramento de disputas judiciais históricas e a importância da vigilância com a saúde e rotulagem de produtos. O encontro marcou um balanço de dicas oferecidas ao longo de janeiro para tornar o consumidor mais consciente e prevenido, especialmente diante da proximidade do Carnaval. Durante a entrevista concedida na edição desta segunda-feira (26), Abalém destacou a situação dos “expurgos inflacionários” de planos econômicos das décadas de 80 e 90, alertando que muitos processos parados há 17 anos agora exigem acordos “O Supremo veio e falou: ‘consumidor, você que entrou com essas ações para pegar os expurgos você vai ter que fazer um acordo’. Se você não fizer, os planos vão ser julgados constitucionais e você vai perder a ação após 20 e tantos anos”.
Sobre a saúde e o consumo de medicamentos e alimentos, a advogada compartilhou sua experiência pessoal com a intolerância à lactose e alergias, reforçando o dever de informação dos fornecedores: “É muito sério o remédio que tomo sem antes ler a bula 50% da população mundial, em algum momento, vai desenvolver uma intolerância à lactose. E em alguns medicamentos existe a lactose e esses medicamentos não têm indicação na caixa”. Ao responder dúvidas sobre supermercados, ela foi enfática sobre a divergência de preços: “Se você chega na gôndola e tem um produto, você vai passar no caixa e esse produto está com preço diferente, o menor preço é o que vale”. A série encerrou-se com um chamado à proatividade. Seja na investigação de heranças jurídicas (ações coletivas de sindicatos) ou na leitura atenta de rótulos e bulas para evitar contaminações cruzadas e intoxicações, o papel do consumidor é ocupar seu espaço de direito. O fortalecimento do Código de Defesa do Consumidor depende, acima de tudo, da vigilância individual no cotidiano.
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