Por Guilherme Costa

Guaratinguetá avança na consolidação de um modelo de ensino que une instituições beneficentes e poder público, focando na formação de novos leitores e na autonomia infantil. Em entrevista ao quadro Ponto de Vista, a coordenadora das creches beneficentes de Guaratinguetá, Márcia Antunes, detalhou o atual panorama da educação infantil no município. Com uma trajetória de 45 anos na área, Márcia lidera um grupo de dez instituições filantrópicas que hoje atuam em estreita parceria com a Secretaria Municipal de Educação. O cenário atual é marcado pela transição do modelo assistencialista para o educacional, fortalecido por um aumento no repasse da verba per capita e pela integração das creches à rede municipal de ensino. Durante a conversa, a coordenadora enfatizou a mudança de paradigma no tratamento das crianças e a importância da valorização profissional:
Sobre o papel da criança: “As crianças são protagonistas da sua aprendizagem. A gente já não dá nada pronto, o brincar e a interação são os pressupostos da educação infantil.”
Sobre a infraestrutura e a merenda: “Estamos sentindo o pertencimento ao município. A nossa parceria com a merenda, com o secretário Bruno, é outra visão. Agora temos frutas, legumes e verduras todos os dias.”
Sobre a formação de leitores: “Um grande objetivo é capacitar o professor para formar leitores. Ler pelo prazer da leitura, a literatura como arte. A criança que se torna leitora é para o resto da vida.”
O fortalecimento do vínculo entre o poder público e as creches beneficentes resulta em uma melhoria direta na qualidade do atendimento, desde a nutrição até a formação continuada dos professores. Ao adotar pedagogias participativas e investir no programa federal “Compromisso Nacional da Criança Alfabetizada”, Guaratinguetá busca preparar uma geração mais curiosa e investigativa, garantindo que o aprendizado ocorra de forma lúdica e conectada com os desafios da atualidade.
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