
Guilherme Costa
Em sua participação na edição desta terça-feira (13), do Jornal da Manhã, o secretário de Assistência Social de Guaratinguetá, Ricardo Teberga, anunciou um avanço significativo no suporte às organizações da sociedade civil (OSCs) para o ano de 2026. Com um aporte anual de R$ 5,4 milhões, a prefeitura formalizou convênios que garantem o atendimento a cerca de 920 pessoas, entre idosos, crianças e pessoas com deficiência. O novo planejamento corrige um déficit histórico, já que o município aplicava anteriormente apenas 2,4% do orçamento total na área social.
Entre as principais novidades para este ciclo estão:
Reajuste de 87% no repasse para as entidades parceiras.
Aumento do subsídio municipal por idoso acolhido, que saltou de R$ 325 para R$ 1.200 mensais.
Implantação da Residência Inclusiva, destinada a jovens e adultos com deficiência em situação de dependência.
Criação do Centro Dia no Parque do Sol, voltado ao atendimento especializado de idosos.
Implementação da Escuta Especializada, política para evitar a revitimização de crianças vítimas de violência.
Durante a entrevista, o secretário destacou a urgência da recomposição financeira para manter os serviços ativos: “As entidades já vinham sinalizando que não ia dar e não tinha como continuar pelo valor que eles receberam. […] O Júnior [prefeito] entendeu isso e faz um aporte de um reajuste de oitenta e sete por cento, porque senão a gente não teria como prestar o serviço.” Sobre a proteção à infância, Teberga ressaltou a importância da nova metodologia de atendimento: “A criança às vezes conta a história dela oito vezes em média. E isso vitimiza a criança. Ela tem que ser escutada apenas uma vez. […] A escuta especializada será implantada e é a nossa meta para 2026.”
A sustentabilidade desses projetos também conta com o apoio do setor privado e da sociedade civil. Por meio de campanhas de sensibilização e incentivos fiscais, empresas como Valgrup, BASF, AGC e EDP Bandeirante destinaram cerca de R$ 2,7 milhões aos fundos municipais do idoso e da criança. Com contratos vigentes até 2030, Guaratinguetá busca não apenas remediar situações de vulnerabilidade, mas promover o desenvolvimento humano e a melhoria da qualidade de vida das famílias locais.
Reveja a entrevista: