
Guilherme Costa
Uma iniciativa conjunta entre a Prefeitura de Guaratinguetá, a Associação Guaratinguetaense de Engenheiros e Arquitetos (AGEA), a FEG/UNESP e o CREA-SP resultou na instalação de uma ecobarreira no Ribeirão dos Mottas, na altura da rodoviária. O projeto foi pauta do Jornal da Manhã desta sexta-feira (20), que teve início em meados de fevereiro de 2026, visa não apenas reter resíduos sólidos que seriam levados ao Rio Paraíba, mas também testar uma tecnologia de filtragem biológica inovadora. O presidente da AGEA, Ronaldo Torres, destacou que o diferencial desta instalação é o sistema de filtro desenvolvido com materiais locais: “Melhoramos e colocamos, além de a ecobarreira ser um equipamento para parar o resíduo, nós colocamos um sistema de filtro biológico desenvolvido dentro da FEG com cascas de arroz, sendo extremamente abundantes aqui em Guará”.
Torres também enfatizou o papel educativo da barreira, que foi instalada em um local de grande visibilidade propositalmente: “A ideia de colocar ali foi por isso, o ideal é que isso choque as pessoas. Não é para jogar lixo no chão, no rio, a ideia é chocar para conscientizar.” A manutenção e o recolhimento dos resíduos — que em projetos similares na foz do rio chegaram a 1,5 tonelada em um ano — ficarão a cargo da SAEG. O próximo passo do projeto envolve levar alunos de escolas municipais ao local para promover a educação ambiental, utilizando a ecobarreira como uma ferramenta prática de transformação social e preservação dos recursos hídricos da região.
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