
Guilherme Costa
A hérnia de disco é uma condição de alta incidência no Brasil, registrando de 5 a 20 casos para cada mil adultos anualmente. O problema atinge principalmente pessoas entre 30 e 50 anos, fase na qual a vida ativa e as demandas físicas são intensas. A patologia ocorre quando o disco intervertebral — uma cartilagem que amortece o impacto entre as vértebras — sofre um desgaste ou ruptura, fazendo com que sua parte interna se desloque e comprima nervos ou a medula espinhal. Em entrevista ao Jornal da Manhã desta sexta-feira (6), o fisioterapeuta Régis Yasumura explicou a natureza da lesão: “A hérnia é caracterizada quando uma estrutura sai do local de origem dela e migra para outro ponto”.
Ele destaca que a maior incidência ocorre na região lombar, afetando o nervo ciático e causando sintomas que podem confundir o paciente: “A pessoa sente uma dor terrível na panturrilha ou pés amortecidos e tenta tratar algo que não é o pé. Você faz uma avaliação e vê haver uma lesão na coluna”. O tratamento adequado é fundamental para evitar complicações graves, como a perda de sensibilidade ou mobilidade. Sintomas como formigamentos frequentes nos braços ou pernas (parestesia) servem de alerta para a necessidade de uma avaliação profissional especializada. Além da reabilitação, Yasumura ressalta a importância da prevenção desde a infância, cuidando da postura e evitando sobrecargas, como o uso incorreto de mochilas escolares, para garantir uma longevidade com saúde.
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