
Guilherme Costa
Fundado em 3 de outubro de 2006, o Instituto Lucas Amoroso (ILA) nasceu de uma semente de superação após a partida precoce do jovem Lucas Amoroso, filho da idealizadora Márcia Amoroso. Organização social sem fins lucrativos, o ILA dedica-se à inclusão de pessoas com deficiência (PCDs) em diversos espaços da sociedade. Atualmente, o Instituto opera em uma nova sede e vive um momento de expansão, desenvolvendo projetos cruciais como o “Incluir Mais”, que foca na inserção de PCDs no mercado de trabalho formal. Durante a entrevista, Márcia Amoroso, fonoaudióloga de formação, destacou a importância de enxergar as barreiras invisíveis do cotidiano: “O dia a dia já é um desafio; para quem tem algum tipo de deficiência, ele é muito mais desafiador. Coisas que são muito fáceis para a gente são mais difíceis para quem tem uma deficiência. Um degrauzinho de 18 centímetros para nós é simples, mas para eles é uma luta”.
Sobre o papel fundamental dos voluntários, a fundadora ressaltou o diferencial humano do acolhimento: “O voluntário é muito importante, o ILA acolhe. Você não pode solicitar um voluntário e ter regras como se ele fosse um colaborador; ele está procurando algo que o preencha, e isso vai além de regras. É um clima que preenche”. Com quase 20 anos de história, o ILA atende a uma demanda urgente em Guaratinguetá, cidade que possui mais de 8.300 pessoas com deficiência. Ao unir o legado pessoal de Lucas com uma gestão profissional e humanizada, o instituto não apenas oferece suporte às famílias, mas também educa a comunidade sobre a importância de “desabafar” para a participação social plena de todos os cidadãos.
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