Por Guilherme Costa

Cerca de 30 milhões de brasileiros já realizam apostas online de forma recorrente, um número que representa mais de 10% da população do país. O que começa como um entretenimento inofensivo em intervalos de almoço ou faculdade tem se tornado um risco real para a estabilidade financeira de muitas famílias, especialmente devido à onipresença de anúncios em eventos esportivos e redes sociais. O cenário é agravado pela falta de educação financeira e pelo uso excessivo da internet no Brasil, onde a média de navegação chega a 13 horas diárias. Sem um planejamento rigoroso, o apostador perde a referência de quanto pode gastar, transformando o “divertimento” em um vício que compromete contas essenciais, como o condomínio e o aluguel. Sobre a ilusão do ganho, Darlan Inácio – gerente de operações de negócios da Sicoob Coopmil, entrevistado da última terça-feira (24), no Jornal da Manhã, afirmou: “Às vezes, no início, ali existe a sorte, e é isso que acaba desencadeando o vício.” A gente sempre gosta de falar que a gente tem que ser fã e não fanático”.
Sobre o planejamento, Darlan foi enfático: “Se eu não tenho planejamento, eu não sei até onde eu posso ir.” O que a gente tem feito é conscientizar para que a pessoa tente sair desse vínculo”. Sobre o risco para os jovens, o gerente afirmou: “As nossas crianças e adolescentes acham divertido ver os pais pagando por aproximação.” Tudo é muito voltado para a experiência e parece ser uma diversão”. Dica central: “Será que esse valor que eu estou colocando, que eu nunca ganho, não poderia estar destinado para um novo aprendizado?” Por que tem que ser com a sorte, que muitas vezes não acontece?”. Embora a escolha de apostar seja individual, especialistas alertam que o autocontrole é difícil de manter e o impacto pode ir além do financeiro, atingindo a saúde mental e as relações familiares. A recomendação é que, se houver aposta, ela seja tratada com um teto de gastos rígido e consciente, evitando que o desejo de “ganho rápido” se transforme em uma bola de neve de dívidas impossíveis de quitar.
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