Por Guilherme Costa

A osteoartrite, popularmente conhecida como artrose, é uma das condições de saúde mais comuns no mundo, afetando cerca de 80% da população acima de 65 anos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, estima-se que 15 milhões de pessoas sofram com o problema. Recentemente, a Dr.ᵃ Andrea Meirelles, reumatologista da Clínica Moverti, explicou que o termo mudou para reforçar que a doença não envolve apenas o desgaste natural da cartilagem, mas também processos inflamatórios. Embora a idade seja um fator direto — com 70% das pessoas acima dos 70 anos apresentando a condição — a genética e o estilo de vida desempenham papéis cruciais. A obesidade, por exemplo, é um sinal de alerta, pois o tecido gorduroso atua como um processo inflamatório crônico que acelera o desgaste articular. Os sintomas mais frequentes incluem:
Dor e inchaço: Principalmente após esforços físicos.
Rigidez matinal: sensação de mãos endurecidas ao acordar, que melhora com o movimento.
Nódulos e deformidades: Comuns nas articulações dos dedos, podendo reduzir a capacidade de preensão.
Durante a entrevista, a Dr.ᵃ Andrea Meirelles destacou a importância de desmistificar o tratamento da doença: “A artrose não dá para tratar só com remédio. Ela precisa de fisioterapia, exercício físico de fortalecimento e, às vezes, correção de postura e ergonomia.” Sobre a prática de atividades físicas, a médica foi enfática: “Existe a falsa impressão que quem tem artrose não pode fazer musculação, e é o contrário. Quem tem artrose precisa fazer fortalecimento muscular para proteger a articulação.” O tratamento moderno é multidisciplinar e foca em retardar a progressão da doença. Além do fortalecimento, a ciência avançou com o uso de ácido hialurônico para melhorar o deslizamento das articulações e o estudo de ortobiológicos (células mesenquimais) para regeneração da cartilagem. A intervenção cirúrgica com próteses é reservada apenas para casos de desgaste máximo onde não há mais resposta a terapias conservadoras. Para envelhecer com independência, o segredo reside na prevenção: alimentação balanceada (“comida de verdade”), controle de peso e, acima de tudo, manter o corpo em movimento. A recomendação é procurar um reumatologista ou ortopedista aos primeiros sinais de dor persistente, ou caso haja histórico familiar da doença.
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