Por Guilherme Costa

Com a proximidade das eleições de outubro, o Cartório Eleitoral de Guaratinguetá alerta para a necessidade de regularização da situação cadastral. Atualmente, o município conta com um eleitorado de aproximadamente 90 mil pessoas, mas os números de irregularidades chamam a atenção: cerca de 4.300 eleitores ainda não realizaram a coleta biométrica e mais de 2.500 estão com títulos cancelados por ausência em três turnos consecutivos. Estar com o título irregular gera impactos que vão muito além do dia da votação. O cidadão pode enfrentar problemas com o CPF, impedimento de emitir passaporte, impossibilidade de tomar posse em concursos públicos ou de obter empréstimos em bancos estatais. A verificação da situação pode ser feita digitalmente pelo aplicativo e-Título ou pelo site do TRE/TSE no “Autoatendimento ao Eleitor”. Para quem prefere o atendimento presencial, o cartório funciona de segunda a sexta, das 11h às 17h, sem necessidade obrigatória de agendamento.
Denise Gil de Negreiros Saião Lobato Silva, analista judiciária, reforça a importância da proatividade do eleitor, alertando que a Justiça Eleitoral não envia notificações individuais: “Não há nenhum tipo de comunicação oficial do tribunal para esses eleitores. É importante frisar que, se houver algum tipo de comunicação, pode ser um golpe, phishing ou captura de dados. É importante que a própria pessoa tome a decisão de verificar.” Sobre o prazo final, Denise destaca que o dia 6 de maio é a data limite para qualquer alteração:
“Seja para mudança no próprio município por questões de acessibilidade, seja porque mudou de endereço, transferiu de cidade ou primeiro título, tudo isso tem prazo fatal em 6 de maio.” Os interessados em regularizar a situação ou solicitar transferência e seções acessíveis devem comparecer ao cartório munidos de documentos originais (RG e comprovante de residência). Para jovens que completam 19 anos em 2026 e vão tirar o primeiro título, também é necessário apresentar o certificado de alistamento militar.