Por Guilherme Costa

Com a chegada de março e a permanência do clima quente e úmido, a Vigilância Epidemiológica de Guaratinguetá reforça o alerta para a proliferação do escorpião amarelo (Tityus serrulatus). O período, marcado pelo fim do verão, é considerado o de maior reprodução da espécie, que encontra em ambientes urbanos as condições ideais para se esconder e alimentar. Para enfrentar o problema, o município executa o Projeto Pinça, que realiza buscas ativas e capturas manuais em pontos estratégicos, como cemitérios. Nesses locais, as equipes utilizam lanternas ultravioletas para localizar os animais, capturando entre 200 a 300 exemplares por saída. O médico veterinário Dr. José Eduardo e o biólogo Danilo de Paula destacam pontos cruciais para a segurança da população:
Sobre venenos: “O controle químico não funciona em ambiente natural. O veneno apenas irrita o escorpião, fazendo com que ele saia do esconderijo e apareça nas casas vizinhas”.
Ameaça Silenciosa: “O escorpião é o animal peçonhento que mais causa acidentes no Brasil hoje; é uma epidemia silenciosa”.
Emergência: “Em caso de picada, a pessoa deve ir direto para a UPA em até duas horas. É o único local em Guará que possui o soro específico”.
Manejo: “A prevenção é baseada nos quatro ‘As’: eliminar Água, Alimento, Abrigo e Acesso. Isso inclui vedar ralos e frestas de portas.”
A conscientização da comunidade é fundamental para o sucesso do controle. A prefeitura orienta que quintais sejam mantidos limpos, sem acúmulo de entulho ou lixo, que atraem baratas — o principal alimento dos escorpiões. Caso encontre um escorpião em sua residência, o munícipe pode solicitar uma inspeção da vigilância através do e-mail denunciasvetores@gmail.com.
Reveja o conteúdo: